História da EJA no Brasil (20/03/2021)

 BREVE HISTÓRIA SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS

E ADULTOS NO BRASIL

Thyeles Borcarte Strelhow*

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

thyeles.strelhow@acad.pucrs.br

RESUMO:

Este artigo rebusca elementos históricos essenciais da educação brasileira de jovens e

adultos para entendermos a sua situação atual. Assim, analisamos ações políticas que, no

decorrer da historia, tentaram desenvolver o que hoje chamamos de EJA. Também

procuramos explicitar as concepções referentes ao analfabetismo e à pessoa analfabeta,

mostrando todo o preconceito impregnado no iletramento. Para tal, delimitamos a história a

partir do Império até os nossos dias. Foi uma decisão própria do pesquisador, pois foi com

o surgimento do Império que o Estado começou a dar maior atenção à educação. O

objetivo deste artigo é buscar a reflexão sobre as atitudes tomadas no passado que têm suas

seqüelas na atualidade, proporcionando uma reflexão sobre novos passos a serem tomados

no presente e no futuro.

Palavras chaves: Educação de Jovens e Adultos; História; Educação; Ações

Governamentais.

Para acessar o texto completo clique no link: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639689/7256

Comentários

  1. Ótimo texto, a autora faz um apanhado histórico-crítico da EJA no Brasil e fica claro como a educação em geral é colocada em segunda, terceiro as vezes até quarto plano; a EJA neste paradigma fica por vezes esquecida, permeada de preconceito quanto ao sujeito que não conseguiu se alfabetizar no período correspondente com sua idade. Sendo por vezes culpabilizado por não aprender e em outros momentos retirando do mérito do direito a educação para questões de cunho caridoso.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. A autora faz um recorte histórico de fácil leitura e compreensão. A EJA é uma modalidade de ensino complexa porque extrapola segundo a autora a questão educacional. Inicialmente vista como alfabetizadora cujo objetivo era ensinar a ler e escrever apenas, o sujeito e sua história não eram levados em consideração. Pensar a EJA é ir além do ler e escrever, é preciso pensar os sujeitos que dela fazem uso, sua história, o que o motivou a buscar a escolarização, suas expectativas e anseios. Este sujeito é parte de um contexto societário, pertencente a determinado grupo social, pensa, articula, e é preciso conhecê-lo, acredito que conhecendo a essência deste sujeito é possível conhecer a EJA e suas nuances, valho-me assim de Gadotti e Romão (2011, p. 39) quando destaca: "Ler sobre a EJA não é suficiente. É preciso entender, conhecer profundamente, pelo contato direto, a lógica do conhecimento popular, sua estrutura de pensamento em função da qual a alfabetização ou a aquisição de novos conhecimentos têm sentido".

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