Educação popular e EJA (24/04/21)

 Síncrona (24/04/2021)

As interfaces educação popular e EJA: exigências de formação para a prática com esses grupos sociais

Inês Barbosa de Oliveira

Resumo: Educação popular e educação de jovens e adultos são temas que, para leigos e/ou desatentos, podem parecer idênticos. Grosso modo, a argumentação é a de que o público-alvo é o mesmo e a responsabilidade de quem se dedica a essas modalidades educativas seria, sobretudo, a de reduzir o “drama” das populações desfavorecidas que não puderam frequentar a escola no tempo certo. Essa quase imediata identificação entre a educação popular, a EJA e os processos sociais de exclusão não ocorre por acaso. No entanto, para educadores que se ocupam dessas modalidades, em que pese o fato de elas se assemelharem, inclusive em suas trajetórias históricas, não se trata do mesmo tipo de prática educativa e nem, necessariamente do “mesmo” público. O que as une é sua origem e o fato de serem, ambas, tema secundário em relação aos interesses políticoeducativos efetivamente abraçados pelos sucessivos governos do país. A identificação de problemas concretos, de origem epistemológica, política e social das propostas e práticas pedagógicas ainda não produziu novas políticas ou um reconhecimento ampliado das mudanças necessárias. Precisamos descobrir e inventar modos de agir mais próximos e compatíveis com os discursos que somos capazes de produzir, modos de fazer política e educação – popular, de jovens e adultos ou qualquer outra modalidade – que contribuam para a democracia, para a horizontalização das relações entre os diferentes grupos sociais, para a emancipação social.

Palavras-chave: Educação popular, educação de jovens e adultos, educação e emancipação.

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